Engraçado, antes não me eras nada e agora que foste és-me tudo. Lembro-me perfeitamente de um dia entrar num pavilhão para ir ver um jogo de futsal, como todos os fins-de-semana fazia mas naquele dia foi diferente. Era em ti que a minha atenção sobrecaía, foste diferente de todos os outros, pelo menos dos quatro que estavam em campo; tu sabias controlar a bola com os pés, tinhas uma força enorme dentro de ti, conseguiste passar essa paixão que tinhas pelo que fazias dentro do campo aos que assistiam na bancada. Lembro-me perfeitamente. Talvez tenha sido a minha primeira impressão sobre ti.
Depois de te conhecer, lá percebi o que eras fora daquelas quatro linhas que limitam um campo e que para ti, chama-se mundo. Nunca ninguém te irá tirar o amor que tens pelo futsal e espero que nem tu percas esse amor. Foi esse amor que tens e pelo que lutas quase todos os dias que me fez querer conhecer-te. Lembras-te? Foi precisamente no dia dos teus anos.
O Pedro fora de quatro linhas é um miúdo, com 17 anos. Olhos azuis e um cabelo enorme! Ama cerejas como a lua ama a noite. Odiava as minhas rimas, tinha a mania que fazia melhor. Do tipo - “Yooo PINA eu sou a DANIELA sabes como é quando não me das bola eu dou-te com os pés” – sem graça nenhuma o que revela que é péssimo quando quer rimar, não tem jeito nenhum (tem tanto jeito para a rima como eu se calhar para o futsal!) É otário, parvo, estúpido, um rapaz com a mania de que é o melhor em tudo, odeia criticas e normalmente só faz asneiras. Preocupa-se muito com o que os outros pensam, que é o que me irrita muito. Ele é apenas o Pedro, mas estúpido. É a única pessoa que sabe irritar-me. Dentro de campo: és diferente, és o Pedro. É onde sabes mostrar quem és. Foi onde te tornaste o meu herói.
Desde o principio, selamos uma amizade, mas era diferente por só sabermos discutir mas lá no fundo, tenho de admitir que me deste muitas lições na vida. Hoje posso dizer que foste um dos únicos que soube fazer-me crescer. Obrigada Pedro.
Olho para esta fotografia e já tenho saudades. Tenho saudades de quando discutias comigo, de quando querias sempre ter razão, de quando dizia-te “porra, não sei viver sem ti!”, tenho saudades, muitas mesmo. Só espero que estejas bem onde estejas e não tenhas feito asneiras, Pedro Alexandre. Tens de admitir que és PRO nisso! Já pensaste que se não fosses assim poderia não ser a mesma coisa. É por tu seres assim, como és, um otário que fizeste com soubesse sorrir que nem uma doida, que soubesse dizer com todo o orgulho 'ele é o melhor para mim'. É por seres como és que hoje sinto as saudades que sinto.
Nunca me irei esquecer do que fizeste no dia mais feliz do ano. Fizemos muitas promessas e nem metade soubemos cumprir. Desculpa por aquilo que te fiz e te magoei muito mas nunca teve intenção de magoar. Mas também tens o direito de me pedir desculpa por teres feito com que “o teu sorriso fizesse o meu estômago fazer o pino!”