02 outubro, 2011

(1) - uma história de verão

foi-se passando um ano. um ano que mais pareceu uma eternidade. sem saber se ele esperava por ela ou não, chegou o tão esperado dia. ela foi sempre com um sorriso contagiante, que por onde passava, deslumbrava, parecia que até as árvores lhe sorriam, o que estava queimado dos incêndios, aquele preto, com o passar dela e o sorriso se transformava em verde vivo, aquele verde que dá vida. 
chegou o momento, saiu do carro e disse para si mesmo 'olá felicidade', sem saber o que lhe esperava, atirou-se de cabeça. correndo para cima e para baixo, sempre com uma ideia na sua cabeça e com uma pergunta que não a largava nem por nada: 'mas onde se meteu?' isto tudo saiu em vão. (engraçado, quando mais queremos é quando menos temos, talvez seja uma lição. a história continuou ..) ela cansou-se de o procurar, até que as saudades falaram mais alto e foi directamente para casa de uma amiga, onde esteve muitas horas seguidas e contar segredos, histórias das quais se riam imenso. (quem estava de fora, até se emocionava com tanta amizade que ia pelo ar. pois com tanto tempo que passam longe uma da outra, uma em cada cidade, elas conseguiam fazer da sua amizade uma das melhores, ou talvez a melhor). vendo as horas no telemóvel, ela até salta da cadeira, já se fazia tarde e sabia muito bem que a mãe a tinha pedido para estar em casa a horas certas do jantar. lá foi, despediu-se da amiga e pôs-se a caminho, correndo. fazendo com o que perfume que tinha no seu pescoço voa-se com o sabor do vento, indo parar onde as pessoas o conseguissem cheirar. deliciavam-se com ela. um cabelo grande moreno, uma pele bronzeada, uns olhos grandes castanhos como o mel .. assim ela é. enquanto corria olhava por entre as ruas estreitas, com a esperança de que o encontraria mas não o via em lado nenhum. estava a passar pela casa dele, com imensa pressa disse 'boa tarde' sem se aperceber de quem ali estava. aquelas pessoas doces que não se podiam deixar de rir pela cabeça no ar que corria pela estrada abaixo. mais parecia que corria sem destino, mas talvez fosse verdade, o destino estava ali mesmo ao lado. enquanto abrandou para descansar, porque correu tanto que ate perdeu o fôlego, de casa dele abriu-se uma porta. ela parou ficando presa ao chao, com um olhar intenso sobre a porta. estaria ela a pensar: 'será agora?' com os olhos brilhantes, talvez quase em lágrimas, com o seu rosto cheio de brilho, a porta abria-se cada vez mais até que (..)  - (continua)

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