06 novembro, 2010

loucuras finais

apetece-me; apetece-me repetir tudo o que me atrevi a fazer no passado. apetece-me tocar-te de novo, apetece-me voltar a beijar-te e sentir-me quente, nas noites mais frias, apetece-me fazer-te rir, apetece-me ver-te ao longe ou ao perto, apetece-me ter tentações incontroláveis, apetece-me estar contigo de tarde e de noite, apetece-me fazer loucuras contigo, apetece-me ter a tua mão a subir pela minha perna, apetece-me de tudo; mas só me apetece, não posso ter, nunca irá passar de apetite.
por ti cometia a maior loucura de todos os tempos, não queria saber onde estava, nem quem era, nesse momento, queria apenas estar contigo; ver-te chegar, agarrares-me e dizeres sussurrando no meu ouvido: tive saudades tuas. e beijavas-me, voltando a deixar-me de novo sem ar, como antes fazias.
mas tem que ser, tenho que ser livre, libertar-me do passado, fazer de conta que não existes, nem nunca mais irás existir na minha vida; apagarei todo este conto que vivemos de tu seres rei e eu rainha. chorarei por ti, até os olhos me doerem, até as lágrimas secarem, até deixar de existir em mim, um nós.

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